O Despertar do Príncipe - Deuses do Egito #1 - Colleen Houck

Quem me conhece um pouco sabe que sou louca, fascinada, encantada, apaixonada e completamente viciada pela série A Maldição do Tigre, então quando descobri que a Colleen lançaria outra série, dessa vez ambientada no Egito, já fiquei ansiosa pelo que estava por vir.

Lilyana Young é uma adolescente rica, que mora na cidade de Nova Iorque e que tem a sua vida muito bem regrada pelos pais poderosos. Se por um lado o dinheiro deles lhe proporciona uma vida de princesa, por outro ela é forçada a ter amigas fúteis por causa da família das quais elas vieram e, mesmo quando o assunto é faculdade, a jovem não possui liberdade de escolha tanto quanto gostaria.

Num dia não particularmente ruim ela decide ir ao MET e lá vai, como precisava de um lugar tranquilo e seus pais são generosos em suas doações, ela vai para a ala egípcia que está fechada pois estão começando a organizar uma nova exposição. E é desta forma que Lily conhece Amon, o qual acaba jogando um encantamento nela neste momento, fato extremamente relevante.

A princípio nenhum dos dois entende muito bem o que está acontecendo e isso deixa a menina assustada o que a faz fugir, mas não se passa muito tempo até que o belo jovem careca e vestindo um saiote estilo egípcio a encontre. Quando ele insinua que não é deste tempo e que precisa concluir uma tarefa divina, ela começa a ter certeza de que o cara na sua frente é louco, mas ao tentar fugir ele a impede, não de uma maneira física, mas parece que ele agora tem um poder sobre as vontades da adolescente.

A tarefa divina mencionada é impedir que o deus Seth torne o mundo um lugar de trevas. Para isso ele precisa voltar ao Egito e despertar seus irmãos - os quais ainda estão em estado mumificado - e em seguida realizar a cerimônia pois cada um precisa estar no topo de uma das três pirâmides. Amon deixa claro que, como ele jogou o encantamento na garota, ela terá que ir, uma vez que é a energia dela que o mantem "vivo".

O problema é que nada é tão simples assim, Amon não faz ideia de onde estão os irmãos e, antes de mais nada ele precisa encontrar os jarros cianótipos (que ele também não faz ideia de onde estejam), neles são reservadas suas energias para que possa realizar a dita cerimônia e assim não mais depender da jovem humana para se manter na terra. A aventura na qual Lily vai embarcar com Amon é mais perigosa do que ela pode sonhar, mas tão arriscado quanto tudo que eles dois precisam enfrentar, é o fato de que ela pode mesmo acabar se apaixonando por uma múmia.

Eu vi muitos pontos negativos e positivos no livro, então vou falar primeiro do que eu não gostei. Achei a narrativa muito, mas muito arrastada, nada acontecia e por tudo que a sinopse promete achei que teria ação desde o começo, mas é só a Lily tentando fazer o Amon beijá-la e nada mais. Também não me afeiçoei logo de cara com nenhum dos dois e senti muita falta da participação dos pais da garota. Como é que a menina foge de casa e os pais nem tentam ligar pra ela? Rastrear o celular? Sei lá! 

No começo achei Amon é um cara mandão que não compartilha o quão perigosa pode ser a jornada na qual os dois estão embarcando. O livro é dividido em três partes e até eu chegar na terceira nada de realmente emocionante tinha acontecido, umas coisinhas legais aqui e outras ali, mas nada que me prendesse e isso fez eu enrolar bastante na leitura.

Mas quando eu cheguei na última parte foi cena de ação uma atrás da outra e a Colleen realmente me prendeu. Nesta altura do campeonato não apenas gostava de Amon como também de Lily e dos novos personagens que foram aparecendo durante a evolução na leitura. Outro ponto positivo nesta terceira parte do livro é que ele parece outro, de tão rápido que se torna, mas não é corrido, detalhes não são deixados de lado e o leitor acaba ficando com o sentimento de que valeu muito esperar para ler aquilo tudo.

A deixa para o próximo livro não é tão forte, tanto que da para ler O Despertar do Príncipe como um livro solo e apenas ignorar o epílogo pois o "gancho" para a continuação foi feito em basicamente duas páginas. Não vou falar que gostei da decisão da Colleen, mas acredito que ela é talentosa o suficiente para conseguir trazer algo bom.

Mesmo sendo a mesma fórmula usada para A Maldição do Tigre, é impossível não levar isso em consideração quando lemos, posso dizer que amei o livro e que indico muito para quem gostou da outra saga da autora, mas com algumas ressalvas e deixando bem claro que provavelmente você passará um pouco de raiva com as duas primeiras partes da narrativa.

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